Um dos diversos desafios diários de quem está à frente de uma
empresa é tomar as melhores decisões para sua gestão financeira. Com uma
economia que está estagnada, não é apenas o receio e a queda nas vendas que
assustam os empresários, o risco eminente da inadimplência também é um
fantasma. Diante da constante oscilação econômica a qual o Brasil está passando,
a necessidade de vender a prazo torna-se cada vez mais necessária para a
sobrevivência do negócio, sendo assim, a análise de crédito passa a ser um
diferencial, e, quando executada da maneira correta dará condições para a
realização de uma gestão financeira com parâmetros sólidos.
A frequente evolução no mercado, o aumento de poder de compra
do consumidor, os incentivos com diversas linhas de créditos disponibilizadas
pelo governo para aquecer a economia, somado a outros fatores, coloca a análise
de crédito como sendo uma ferramenta mais do que necessária em qualquer empresa
de qualquer segmento que se preocupe em conhecer melhor seus clientes e que,
principalmente, não queira ter surpresas desagradáveis na hora do recebimento
de seus títulos.
Quando a empresa concede o crédito, ela está financiando as
compras dos clientes mantendo assim, o negócio competitivo, no entanto todos os
cuidados para que o índice de inadimplência seja o menor possível devem ser
aplicados. Para tanto, antes da efetivação de operações a prazo, a empresa
precisa recorrer a uma análise criteriosa e detalhada de dados cadastrais que
deve se repetir tantas vezes quantas acontecer à concessão de crédito.
Portanto,
fazer a análise de um crédito exige-se o mínimo de conhecimento sobre o que
está sendo analisado e decidido, bem como o uso de meios (consultas ao SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito –
disponibilizado pelas Associações Comerciais), métodos (fazer um checklist com
todas as informações necessárias), técnicas (manter o banco de dados do cliente as seguintes informações: nome completo,
filiação, idade, estado civil, endereços, telefones, e-mails, dados
profissionais, salário atualizado com apresentação de holerite/recibo, renda
familiar, volume de compras, e principalmente, incidências de atrasos) que auxiliem para a concessão ou não do
crédito. Acima de tudo isso, a empresa terá que ter uma política de crédito que
norteie o analista na análise de tais documentos.
Uma análise
de crédito, quando bem feita, não garante o pagamento do título pelo devedor,
mas diminui muito o risco do não pagamento. Já a análise de crédito quando mal executada,
isso sim poderá trazer algumas consequências que impactarão de maneira negativa
na gestão financeira, tal ato fará com que o dinheiro não entre no caixa, o
dinheiro não entrando no caixa forçará o empresário a postergar o pagamento de
algumas contas, a continuidade deste processo obrigará o empresário a tomar
medidas mais drásticas, tais como:
descontar títulos com a incidência de juros na casa de 2,8% a.m., fazer uso do
cheque especial pagando um juro de mais de 10% a.m.
Sendo assim
a análise de crédito deverá ser vista com outros olhos e com a atenção que o
atual momento econômico que nosso país está passando exige, para tanto, não
adianta exigir do analista que ele faça uma análise perfeita se o mesmo não tem
consciência do estrago que uma análise mal sucedida poderá causar na empresa,
portanto, CAPACITAÇÃO é a palavra chave para que o funcionário/colaborador
tenha condições de conduzir a análise de maneira correta, diminuindo assim, o
fantasma da inadimplência.
Adm. André
CRA-SP 136029
Consultor Empresarial
Eliah Consultoria Empresarial
eliah.consultoria@bol.com.br