quinta-feira, 5 de março de 2015

Entendendo a diferença entre Custo e Valor.


Muitos empresários costumam estabelecer o preço de venda de seus produtos / serviços com base na concorrência, sem antes verificar se estes chegam a cobrir os seus próprios custos, sendo uma das causas pelo qual muitas empresas não prosperam, uma vez que não obtêm a rentabilidade necessária para a sua manutenção, isso mostra a importância do cálculo correto dos custos, sendo indispensável para uma gestão empresarial saudável.

A análise dos custos empresariais permite o empresário ter uma visão holística da empresa, apontando: primeiro, a origem de cada custo, segundo, em que momento este custo aconteceu, terceiro qual a proporção deste custo, quarto e não menos importante, qual o lucro líquido do produto.

Para entender melhor tudo isso, faz-se necessário diferenciar custo de valor; segundo o dicionário, custo significa “preço pelo que se compra um ou fabrica um produto”, porém para o mundo empresarial, custo tem um significado diferenciado, que é o gasto econômico que representa a fabricação e/ou a comercialização de um produto ou a prestação de um serviço. Já, quando o assunto é valor, no dicionário seu significado é “preço atribuído a uma coisa; estimação, produto”, porém para o mundo dos negócios, valor significa corresponder às necessidades e desejos de nossos clientes, onde que, a competitividade nos força a uma adaptação quase total a eles. 

Quando falamos de valor, temos que considerar três esferas com definições diferenciadas: primeira, para o fornecedor, valor significa qualidade do produto, valor agregado; segunda, para o cliente, valor significa a realização de um desejo ou necessidade; e a terceira definição será o meio-termo que permitirá a realização efetiva de uma venda. 
Mas, será que essa é de fato uma prática corrente ou é apenas mais um discurso ilusório para mostrar aos clientes quem está mais bem preparado para atendê-los? Verdade ou não, a contrapartida do compromisso em atender melhor o cliente é que queremos cobrar mais por isso. Em tese, a empresa fornecedora dispõe de um produto ou serviço, agrega mais valores para poder cobrar mais e vende o pacote que o cliente quer. 

Quem vende tem a sua composição de custos, que inclui matéria-prima, produção e mão-de-obra, entre outros, além da sua marca e outras características inerentes ao seu produto ou serviço, entretanto, para quem compra nada disso tem valor. O valor está nos fatores que são importante para si como a utilidade, benefício, longevidade ou a garantia, o resto é dispensável, sendo incorporado ao produto/serviço só para se pagar mais caro. Quem está de fato preocupado em atender ao seu cliente de maneira personalizada é que vai poder encontrar a melhor definição de valor, ou seja, a medida variável que se atribui a um produto ou serviço necessário ou desejoso aos desígnios humanos.

Nessa definição, existe um componente variável que é uma grande pedra no nosso sapato: o concorrente trazendo novos sentidos para a mesma palavra. Está mais do que na hora de compreendermos esse cenário e deixar a palavra preço de lado, está mais do que claro que preço é um componente do valor. Chegou o momento de aplicarmos os conceitos que ouvimos a todo o momento, como segmentação, nicho, customização, um-a-um, CRM, etc. e transformarmos nossos comportamentos. 

Chega de atender, vamos entender nossos clientes; chega de vender, precisamos nos relacionar; não foque apenas no faturamento, mas na rentabilidade, agora, a responsabilidade mudou de mãos, a definição de valor não depende mais do dicionário, mas daqueles que estão envolvidos no processo de compra e venda. A verdade deixou de ser absoluta e quem tiver as melhores condições de trabalhar com a relação entre custo e valor, terá as melhores condições de se destacar no mercado e, finalmente, cobrar por aquilo que de fato vale.

Portanto, ao precificar um produto ou serviço, lembrem-se da importância de diferenciar CUSTO de VALOR.

Adm. André
CRA-SP 136029

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